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CONTATO:

Márcia Bellotti, 28 anos.
Rio de Janeiro, Brasil.

contato@marciabellotti.com




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MEUS ENSAIOS


Sou produtora, cenógrafa, fotógrafa, laboratorista e designer de meus ensaios. Meu objetivo é alterar o cotidiano e causar estranhamento. Utilizo nuances do pop, kitsch e leituras paralelas ao consumível, num jogo de atração e repulsão.

Procuro pessoas comuns, independente do sexo, idade, aparência ou raça. Fujo dos modelos e da assepsia hospitalar de estúdios. Fotografo desconhecidos – que encaram pela primeira vez uma câmera profissional – em seus próprios quartos, cozinhas, banheiros ou locais de trabalho.

Este portfolio mostra parte de um universo fotográfico desenvolvido por mim nos últimos 5 anos, onde através de um fórum online e por meio de anúncios públicos, busco pessoas que desejam participar de ensaios. Entre aqueles que se oferecem, escolho os que me trazem diferenças – tanto estéticas quanto pessoais.

Realizo seqüências fotográficas, variando a pessoa fotografada ou deixando que o próprio modelo, no decorrer do ensaio, me ajude a alcançar outros universos e sentidos.





COMO FUNCIONA?!

[Procuro por modelos para ensaios fotográficos]


Procura-se: meninos ou meninas, gordos ou magros, feios ou belos, heteros ou homossexuais, altos ou baixos, com alguma deficiência ou não, e que não tenham frescura para serem fotografados.


[Requisitos]

Que não esperem por fotos tipo “book”;
Que não tenham medo do próprio corpo;
Que não tenham medo de usar roupas ou de tira-las;
Que não tenham medo do próprio sexo;
Que saibam que são intensos o suficiente a ponto de compreender que há mais a esconder através de suas próprias palavras do que por meio de sua aparência;
Que tenham mais de 18 anos;
Que saibam entender que arte subversiva nada tem a ver com os padrões globo de beleza;
Que entendam o que é humor-negro;
Que entendam que mesmo fugindo de tudo o que é normalmente aceito como padrão é possível haver beleza;
Que não sejam puritanos;
Que não sejam modelos profissionais;
Que não esperem desenvolver uma relação comercial com a fotógrafa;
Que não achem que estar nu tem necessariamente a ver com sexo e nem que sexo tem necessariamente a ver com a fotografa;


[Para participar]

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SOBRE


Nascida e criada no Rio de janeiro, Márcia Bellotti, tem características bastante especiais, entre elas a ousadia é sem dúvida o maior destaque. Seu trabalho é um misto da alegoria pós-moderna de Cindy Sherman com a agressividade intensa que marca o início do séc. XXI.

A fotógrafa de 28 anos, formada em Programação Visual na Universidade Federal do Rio de Janeiro, passou por diversas cadeiras de artes da faculdade antes de eleger a fotografia como principal instrumento de criatividade. Participou do Panorama Internacional de Design, no Centro Cultural dos Correios (2005), da exposição “Luz Própria” e com a instalação “Erotic Frame Error” no Parque Lage (2006), entre outras.

Sua arte ultrapassa os conceitos do pós-modernismo buscando uma linguagem que já é própria; são os retratos de um mundo infectado por fetiches, referências, anorexias e disfunções, de onde consegue extrair e condensar seus aspectos verdadeiramente humanos.

Diego Paleologo





ENSAIO FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO


O olhar fixa. Ao olhar, percebe-se tipos tão brasileiros, nordestinados a refazerem sua morada e a preservarem sua cultura, em tantos outros cantos. Filhos da seca, da fome, da distância que nos separa. Mas, também, filhos da perseverança, da valentia, do xaxado que marca para sempre o dna de quem sabe dançar, conforme a música, sem pisar na fulô.

Mas, como Márcia Bellotti, carioca com sotaque e tudo, consegue captar o zumbido das mesas, o remelexo daquela gente ao som do baião de Gonzaga, e nos trazer imagens tão familiares?

Certamente usou lentes de alta sensibilidade. O noturno da luz é especial. Profundo que nem o som da zabumba, rebate um verde azulado, próprio dos mares de águas mornas.

São Cristóvão é uma festa. Um eterno forrobodó, que levanta a poeira do asfalto e marca cada pixel, como uma gota de manteiga de garrafa derramada sobre uma toalha de branca renascença. Cada cena revela em si, um pedaço do Nordeste que renasce, noite após noite, no subúrbio do Rio de Janeiro.

Sanfona, carne de sol com macaxeira, chinelo de couro, pimenta de cheiro, rapadura e pitomba. Está tudo na memória. Está tudo aí.

Galeria Arte Plural


 
     
 
[ Marcia Bellotti ©2009. Todos os direitos reservados.] · Powered by Viewbook